5ª REFLEXÃO- O silêncio no processo de comunicação
Para esta aula foi-nos pedido para visualizarmos um excerto "The Kid - Charlie Chaplin" de forma a que refletíssemos sobre o silêncio na comunicação. A verdade é que nos esquecemos que o silêncio pode ser uma excelente forma de comunicação, na medida que "é através da comunicação não verbal que transmitimos muitas das nossas emoções e dos nossos sentimentos" (Fachada, 2012, p.37). No livro de Fachada (2012) é dito que "quando duas pessoas se encontram, mesmo que não falem, não podem deixar de comunicar, porque todo o seu comportamento tem uma dimensão comunicativa" (Fachada, 2012, p.37), e realmente podemos ver isso nos filmes mudos. As personagens não deixam de comunicar, pois é certo que continuamos a perceber todo o enredo da história, pois apenas a forma que é passada a ideia a ser transmitida é que é distinta. Os silêncios demonstram-se muito importantes pois "podem ser um momento de profunda troca de emoções e sentimentos" (Fachada, 2012, p.40) e é certo que este está presente na nossa vida e pode ser bastante embaraçoso, quando há perda de assunto, como também pode gerar um vazio nas relações interpessoais, contudo fazem "parte integrante da comunicação" (Fachada, 2012, p.40). Temos que aprender a respeitar os momentos de silêncio, uma vez que, pelo que tenho vindo a aprender, por vezes um momento de silêncio diz muito mais que mil palavras.
Exercício da Aula:
· Escreva uma pequena reflexão sobre o contexto desta história: identifique problemáticas, registe algumas observações ilustrativas dessas problemáticas (sociais, afetivas).
Após a visualização do filme "The Kid", foi possível observar Charlin Chaplin a engendrar uma cilada com um pequeno rapaz, onde este partia as janelas das casas da vizinhança de forma a que Charlin Chaplin pudesse lucrar algum dinheiro através do reparo das mesmas.
Logo na descrição inicial, acima referida, é possível identificar algumas problemáticas sendo a mais visível o facto do adulto colocar a criança em risco, ao pô-la a destruir propriedade privada, como foi possível observar quando a criança estava prestes a infringir a lei, uma vez mais, e se depara com um polícia atrás dele. Pouco tempo depois do menino realizar o "seu serviço", aparecia Chaplin com o material de reparação, fingindo-se surpreso pela situação e completava, desta forma, a sua artimanha. Aqui conseguimos perceber que ambas as personagens fazem parte da população mais desfavorecida, começando pela própria profissão de Charlin Chaplin, bem como a necessidade de colocar a criança numa posição arriscada, como referi anteriormente, de forma a conseguir ganhar dinheiro.
Por fim, a última problemática que me deparei foi no final do filme onde conseguimos ver a relação entre o adulto e a criança, uma vez que esta estava a ser rejeitada em público, aos pontapés, de forma a desviar a atenção do polícia, para que este não se apercebesse da cilada montada por Chaplin e a criança.
· Nas histórias que se podem contar desta história (The Kid), as palavras o que podiam acrescentar?
A meu ver, poderia ser acrescentado um plano de "fuga" entre Charlin Chaplin e o rapaz que mudaria completamente o final da história, pois no final do filme pude observar que ambos se encontraram publicamente, quando por azar dos mesmos, o polícia percebeu a cilada que ambos montaram. Talvez se inicialmente tivessem combinado o que fazer numa situação destas, o rumo da história seria diferente.
· No seu dia a dia dê um exemplo de silêncio numa situação de comunicação que lhe cria desconforto. Porquê?
Eu considero-me uma pessoa extremamente desorientada e estando a viver em Lisboa, e mesmo quando vivia no Algarve, em Portimão, dois locais cheios de estrangeiros e turistas, estes dirigirem-se a mim com frequência a pedir direções. Nestas situações eu bloqueio por completo porque só pelo facto dos turistas serem estrangeiros e eu não dominar bem a língua inglesa, deixa-me bastante desconfortável, por outro lado o facto de não me orientar numa cidade tão grande, faz com que bloqueie e não consiga ajudar as pessoas a situarem-se, acabando por dizer que não posso ajudar, depois de ficar um bom tempo em silêncio, sem conseguir dizer uma palavra.
· Enquanto aluno, e numa situação de trabalho de grupo, como interpreta os silêncios entre colegas. Como ultrapassa(m) essa situação?
Por norma o silencio entre colegas não é necessariamente um mau sinal. Quando nos deparamos com um grupo com quem nunca trabalhamos anteriormente, é normal haver uma certa tensão entre o mesmo porque a verdade é que não conseguimos entrar na cabeça das pessoas e perceber o que estão de facto a pensar. Considero-me uma pessoa bastante interativa e extrovertida, sendo que o silêncio para mim nunca foi um problema. Por norma sou o elemento do grupo que "puxa" a fala dos restantes membros, "quebrando o gelo" inicial. A maior parte das vezes o silêncio remete para vergonha por estar a fazer parte de um grupo novo e não saber bem como interagir com pessoas novas. Nesse caso começo sempre por fazer um ponto de situação das tarefas a realizar e pergunto se alguém tem já uma ideia pré-definida. Quando reparo que alguém não está a participar, tento não ser muito invasiva e pergunto apenas se gostava de dar a sua intervenção ou opinião sobre o que está a ser feito.
· Os silêncios na comunicação humana podem ser uma fonte de conflito nas relações interpessoais ou não. Pesquise (uma referência bibliográfica ou de um vídeo, não esquecendo de indicar a fonte de acordo com a APA) sobre o silêncio na comunicação.
O livro que escolhi não fala literalmente no silêncio na comunicação, mas acaba por falar muito na comunicação corporal, que muitas vezes nos esquecemos que é uma forma de comunicação e que a estamos constantemente a usar sem nos apercebermos. Monteiro, A. (2017). Os segredos que o Nosso Corpo Revela. Lisboa: Editorial Presença
Referências Bibliográficas:
- Fachada, M. (2012). Psicologia das Relações Interpessoais. Lisboa: Edições Sílabo.
